Cartas a los Jonquières

Julio Cortázar
Alfaguara
568 páginas

Além de escrever romances e contos que lhe deram sua fama, Julio Cortázar se dedicou com igual intensidade à escrita de uma enorme quantidade de cartas, um conjunto que equivale a essa autobiografia que nunca tentou e que, por seu volume e sua riqueza, é uma parte fundamental de sua criação literária. Entre elas se destacam estas que publicamos agora, enviadas ao pintor e poeta argentina Eduardo Jonquières, a quem uniram cinquenta anos de amizade. O conjunto é de uma extraordinária importância porque acontecem nelas algo incomum no autor, que se permite confidências, conselhos e discrepâncias: são visões do Cortázar mais secreto. Constituem também a crônica detalhada dos primeiros anos de sua instalação na Europa, decisivos em sua formação estética e dos quais há vários testemunhos. Como obra do artista que foi, são ao mesmo tempo crônicas de viagem, crítica de arte e literatura, episódios de um humorista irresistível, exercícios de introspecção, reflexo da história e das mudanças da vida social do século XX. O leitor descobrirá aqui as alternativas do distanciamente de Buenos Aires, as estreitezas de seus primeiros anos em Paris, o nascimento dos cronópios, os problemas na tradução da prosa de Poe, as viagens por todo o mundo. Este livro interessará, sem dúvida, aos cortazarianos, mas também a todos aqueles amantes da arte, das viagens, da amizade e da vida.

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Arquivado em Ficção

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